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O papel do Governance Officer: por que essa função será essencial em 2026

  • Foto do escritor: Teresa Severo
    Teresa Severo
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A governança corporativa vem deixando de ser um conceito abstrato para ocupar um espaço cada vez mais concreto na estrutura das organizações. Esse movimento foi amplamente debatido em eventos jurídicos e institucionais recentes, como o congresso da OAB Niterói, que trouxe à tona um ponto central: a profissionalização da governança não é mais uma opção, mas uma exigência do novo ciclo empresarial.

Nesse contexto, ganha protagonismo uma função que tende a se tornar essencial nos próximos anos: o Governance Officer.


Da conformidade à estratégia: a evolução da governança


Durante muito tempo, governança foi associada apenas a controles formais, estruturas societárias e cumprimento de regras. Hoje, essa visão é insuficiente. Empresas inseridas em ambientes regulatórios complexos, altamente fiscalizados e expostas a riscos reputacionais precisam de uma governança que vá além do papel.


A governança moderna atua como elo entre estratégia, compliance, gestão de riscos e cultura organizacional. É nesse ponto que surge a necessidade de um profissional dedicado a coordenar, integrar e sustentar esse sistema de forma contínua.


Quem é e o que faz um Governance Officer


O Governance Officer não substitui o jurídico, o compliance ou a alta gestão. Ele atua de forma transversal, garantindo que as diretrizes de governança sejam efetivamente incorporadas à rotina decisória da organização.


Entre suas atribuições, destacam-se o acompanhamento das boas práticas de governança, a integração entre áreas estratégicas, a supervisão de políticas internas, o apoio aos órgãos de decisão e o monitoramento de riscos institucionais. Trata-se de uma função que conecta normas, estratégia e comportamento organizacional.


Mais do que conhecer regras, esse profissional precisa compreender o negócio, seus objetivos e seus riscos, traduzindo governança em decisões práticas.


Por que essa função se torna essencial em 2026


O cenário que se desenha para os próximos anos aponta para um aumento significativo da complexidade regulatória, da cobrança por transparência e da responsabilização de administradores. Além disso, investidores, parceiros e o próprio mercado passam a exigir estruturas mais maduras de governança como critério de credibilidade e continuidade.


Nesse ambiente, a ausência de uma governança bem estruturada deixa de ser apenas uma fragilidade e passa a representar um risco real à perenidade da empresa. O Governance Officer surge, portanto, como um agente de estabilidade, previsibilidade e alinhamento estratégico.


Empresas que se antecipam a esse movimento não apenas reduzem riscos, mas ganham vantagem competitiva ao demonstrar maturidade institucional.


Governança como cultura e não apenas estrutura


Um dos pontos mais relevantes debatidos em fóruns especializados é que governança não se sustenta apenas em organogramas ou regimentos. Ela depende de cultura, clareza de papéis e coerência entre discurso e prática.


O Governance Officer exerce um papel fundamental nesse processo ao garantir que princípios de integridade, transparência e responsabilidade estejam presentes nas decisões do dia a dia, não apenas nos documentos institucionais.


Um olhar para o futuro das organizações


A crescente valorização da governança sinaliza uma mudança estrutural na forma como empresas são avaliadas e conduzidas. Em 2026, organizações que desejam crescer de forma sustentável precisarão demonstrar não apenas resultados, mas também solidez institucional.

Nesse cenário, o Governance Officer deixa de ser um diferencial e passa a ser um elemento-chave da arquitetura empresarial moderna.


Governança é o alicerce da perenidade.


 
 
 

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