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Compliance e o Dia Internacional de Combate à Corrupção: mais do que uma data, um compromisso contínuo!

  • Foto do escritor: Marília Kairuz Baracat
    Marília Kairuz Baracat
  • 9 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura


No dia 9 de dezembro, celebra-se o Dia Internacional de Combate à Corrupção, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2003, com a assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.A data é um marco global — não apenas para reforçar a importância do enfrentamento à corrupção, mas para lembrar que a integridade é um compromisso que precisa ser renovado diariamente, tanto no setor público quanto no privado.


Em um contexto em que a confiança institucional é um dos ativos mais valiosos, a agenda anticorrupção se tornou parte estratégica da gestão e da governança das organizações. Não se trata apenas de cumprir normas, mas de estruturar sistemas internos que reduzam riscos, fortaleçam a cultura ética e garantam relações transparentes.


Por que a corrupção ainda é um desafio estrutural?


A corrupção não se manifesta apenas em grandes escândalos — ela se infiltra em pequenas decisões, omissões, atalhos e permissividades que se acumulam com o tempo.É um fenômeno que fragiliza economias, compromete investimentos, afeta a competitividade e corrói a credibilidade de empresas e instituições.


Por isso, a prevenção é a peça-chave.E é nesse ponto que os Programas de Integridade e a Governança Corporativa desempenham um papel essencial.


Programas de Integridade: o alicerce da prevenção


Um Programa de Integridade efetivo não é apenas um conjunto de documentos, códigos e manuais. É um sistema estruturado de:


  • políticas e controles internos,

  • gestão e tratamento de riscos,

  • canais de denúncia seguros,

  • investigações internas imparciais,

  • treinamentos contínuos,

  • monitoramento ativo,

  • tom da liderança coerente com os valores declarados.


Quando esses elementos funcionam de forma integrada, a organização consegue prevenir, detectar e responder a desvios éticos antes que eles se tornem crises institucionais.

É assim que a integridade deixa de ser discurso e se torna prática.


Governança Corporativa: direção, transparência e responsabilidade

Se o Programa de Integridade é o sistema, a Governança Corporativa é o direcionamento que garante:


  • tomada de decisões transparentes,

  • controles independentes,

  • prestação de contas,

  • alinhamento entre estratégia e cultura ética,

  • responsabilidade da alta liderança,

  • sustentabilidade e perenidade institucional.


Organizações que integram compliance e governança atuam de forma preventiva — fortalecem sua reputação, reduzem riscos jurídicos e ampliam a confiança de stakeholders.

A corrupção prospera no silêncio, na falta de controle e na ausência de liderança ética.A governança existe justamente para impedir isso.


Mais do que uma data: um convite à ação contínua


O Dia Internacional de Combate à Corrupção não deve ser apenas um momento de posts institucionais ou campanhas pontuais.Ele é um lembrete de que:

Integridade não é um evento — é um sistema vivo que exige vigilância, atualização e compromisso da liderança.

Para empresas, o recado é claro:a prevenção é sempre mais eficiente — e mais econômica — do que a reação.

 

Em um cenário em que a transparência se tornou valor estratégico e a responsabilização é cada vez mais rigorosa, a pergunta que toda organização precisa fazer é:

“Sua empresa atua preventivamente contra riscos éticos — ou apenas reage a eles?”



 
 
 

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